Como um advogado trabalhista pode te ajudar em casos de assédio moral?

Fizemos recentemente uma matéria aqui no blog sobre Relacionamentos Abusivos na literatura  e diante da repercussão da mesma, muitos leitores pediram pra que eu falasse sobre  sobre assédio moral no trabalho e como um advogado trabalhista poderia orientar nesta questão.
É cada dia mais comum um advogado trabalhista receber um cliente que busca ajuda devido a um caso de assédio moral, sendo em sua maioria funcionários oriundos de instituições financeiras, ou seja, bancos.
Por mais que a causa seja difícil de provar, pois depende de uma infinidade de fatores, um advogado trabalhista e especializado no segmento de atuação desses profissionais — neste caso o setor bancário— pode reparar os danos sofridos.
Assédio moral é um tipo de violência psicológica em que o agressor reiteradamente agride
verbalmente e humilha a vítima. A maioria desses atos vêm de superiores aos subordinados, mas também ocorre entre profissionais com o mesmo tipo de cargo.


O ideal, de acordo com o advogado trabalhista, é que as empresas possuam um canal para que o funcionário possa relatar casos de assédio moral anonimamente. Dessa forma, a investigação do caso seria feita de maneira sigilosa e sem comprometer quem fez a denúncia e a evitar que o mesmo venha sofrer retaliações, porém não é o que acontece na maioria das empresas.
Outra possibilidade, de acordo com a expertise de um advogado trabalhista, é que o profissional que sofreu com a situação não se intimide e faça uma denúncia do fato ao setor de recursos humanos ou a um superior direto de quem o está assediando.
Isso não garante que o assédio cessará, mas se ele ocorrer numa empresa que tenha uma política séria contra o assédio moral, certamente isso será levado a diante e a conduta será de alguma forma punida.
Mesmo com a punição, infelizmente não se garante que o assédio não ocorra mais. Por isso procurar por escritórios que tenham um advogado trabalhista pode ser a solução, em especial, quando esse profissional desistiu de permanecer na empresa ou foi demitido após o ocorrido.
Após a denúncia feita aos responsáveis dentro da empresa se o assédio ainda perdurar essa é a hora de buscar ajuda profissional. Consultar um psicólogo e um advogado, ambos especialistas no assunto, pode colaborar para que esse profissional venha pedir reparação de tais atos.

O psicólogo vai atestar que o assédio de fato existiu e iniciará um tratamento buscando minimizar e extinguir as sequelas deixadas pela agressão.
O advogado trabalhista, irá juntamente com o assediado e o laudo do psicólogo, pensar em formas de acabar com essa conduta do assediador.
Não é fácil provar na justiça que o assédio moral ocorre e com a nova reforma trabalhista, se o trabalhador perde a ação, tem que pagar as custas processuais e os honorários do advogado da parte vencedora. Por isso é tão importante que se tenham provas contundentes do ocorrido para que a ação tenha sentença favorável à vítima.
As provas testemunhais são as mais usadas nesse caso, mas o advogado trabalhista orienta que o maior número de provas sejam coletadas, para que se prove o dolo. Ele indicará ainda que a vítima anote todas as vezes que assédio ocorrer com data, local e identifique pessoas que estavam no mesmo ambiente e presenciaram o fato. Que grave as reuniões, peça as orientações (que no caso do assédio são sempre exageradas) sempre por escrito e guarde esses papéis.
Em resumo, a orientação é que o assediado se muna do maior número de provas possíveis caso seja preciso ingressar com uma ação na justiça trabalhista.
Buscar um advogado trabalhista para dar orientações não gera demissão, pois na maioria das vezes a empresa nem fica sabendo disso, mas o assediador caso se sinta ameaçado e tendo poderes pode sim demitir o assediado.
Diante de tudo isso que é tão importante que o assediado busque ajuda e tenha provas de que o assédio de fato ocorre. Nos casos extremos é possível ingressar com uma ação na justiça contra a empresa e o assediador e receber uma indenização.
Como dito antes o advogado trabalhista orienta que assedio moral não é uma questão fácil em âmbito nenhum, mas buscar ajuda é essencial.


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4 comentários

  1. Um post super interessante e muito útil. Obrigado por compartilhar essa informação.

    www.vivendosentimentos.com.br

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    1. Eu quem agradeço pela visita, Monique, seja sempre bem vinda ao blog.

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  2. Olá, Silvânia.
    Como eu sou advogada, então essa matéria me chamou a atenção.
    Infelizmente essa questão do assédio moral ainda é muito controversa, porque não se estabeleceu um limite entre o assédio e o mero exercício do poder hierárquico. Trabalhei para uma empresa em que o funcionário alegou assédio moral só porque o chefe o advertia constantemente sobre o uso excessivo do celular... Tem gente que não tem mesmo noção e acaba atrapalhando a vida de quem realmente sofre um assédio.
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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    1. Verdade Camis, esse ponto da pessoa denunciar assédio apenas por que o chefe o advertia quanto ao uso do celular é um caso dificil, por que como você disse acaba prejudicando a vida de quem realmente sofre este tipo de abuso.
      Obrigada pela visita, seja sempre bem vinda.

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