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É, eu te amo! Por Joyce Xavier

Eu lembro a primeira vez que eu te vi, impossível esquecer do dia que a paixão brilhou nos meus olhos depois de muitos anos. Eu estava sozinha, encostada na parede com os braços cruzados, quando você abriu a porta do carro, com uma blusa preta e óculos escuros. Sempre fui de falar muito, mas no momento engoli as palavras para o coração. Ele acelerava no ritmo incontrolável da paixão. Muitos não acreditam em amor a primeira vista, mas eu acredito em tudo que me faz bem. No primeiro olhar senti a paixão e no primeiro beijo, o amor veio. Parece tudo tão rápido para quem sofreu durante tantos anos e chorou lágrimas de sangue com medo do amor. Por mais que eu esperasse tanto um grande amor, eu tinha medo dele, mas eu não sabia que quando ele chega de verdade, o medo vai embora sem a gente mandar.



Posso dizer, que até hoje, o nosso primeiro dia foi o nosso melhor dia. Percebemos ali, que nos amamos, mas o sentimento só é confirmado com o passar dos dias, e a convivência não é fácil.
Não fácil de lidar e admiro profundamente, as pessoas que insistem em mim. Sei que quem está comigo, é porque é sincero, porque me ama e me quer bem. Não tolero muita coisa e tenho paciência para coisas inexplicáveis. Você já é paciente demais, porém em toda a paciência há limites e isso, não me agrada.
E mesmo com a distância - imposta por mim - e todas as mensagens de amor ditas por você, não sou tão fria o bastante para não assumir, o que me deixa quente todos os dias. Não sou tão adulta para sonhar com o meu conto de fadas, não sou tão realista para desejar que você o meu príncipe. E eu sou a sua princesa, nos nossos dias difíceis e no nosso castelo de lutas. E eu sou a sua mulher, que deseja ficar com o homem que ama pelo resto da vida. É, eu te amo.

Joyce Xavier




Respeite, por Joyce Xavier



Deve ser muito chato ter razão em tudo, não saber ouvir e somente querer julgar. Deve ser insuportável ser assim.
Durante muito tempo, eu achava que só a minha opinião era a certa e que tudo tinha que ser da minha vontade, mas de repente senti um tapa bem filha da puta na minha cara e tive que acordar pra vida. Aprendi a calçar a sandália da humildade, comecei a valorizar a minha família e controlar os meus impulsos. Calei-me quando fui julgada, chorei e percebi que assim como eu, todos têm defeitos. Comecei a enxergar o lado bom das pessoas, pois o negativo não estava nelas, estava em mim. E percebi que o mundo não estava contra mim, eu estava contra o mundo por não saber ouvir, por achar que era sábia demais e acabei sozinha.
A solidão me ensinou bastante e mesmo com defeitos intoleráveis, eu aprendi que o palco não era só meu e que meu show era ridículo. Alguns diziam, que era coisa de gente ruim, mas eu posso dizer, que era atitude de criança mimada. Carrego comigo atitudes infantis, não nego, mas tenho aquele olhar de bondade, de acreditar nas pessoas e no amadurecimento do ser humano, eu ainda estou amadurecendo também. Me recriando e aprendendo, saio com marcas e às vezes ilesa, de algumas guerras desnecessárias por insegurança, mas necessárias para viver.
E estou aqui, não tão certa, mas absorvendo somente o que me traz paz e é do bem. E isso que quero pra mim, por mais que seja difícil e complicado, tento transmitir até nas entrelinhas. Eu aprendo todos os dias com as milhares de pessoas que estão ao meu redor, não é questão de "fazer cena" e sim, de saber respeitar.

Aquele abraço!

Joyce Xavier



Ontem, por Joyce Xavier

Ontem ao arrumar minhas malas, você pediu para que eu ficasse. Implorou para que eu o abraçasse e apagasse tudo aquilo que me fazia chorar. Ontem você recolheu os pedaços de nossas fotografias rasgadas através da minha dor. Você desconversou e assumiu o auto fracasso ao tentar ser honesto com o amor que não tem mistério. Ontem você bloqueou todas as portas para evitar minha saída, para que eu continuasse a acreditar em suas mentiras. É, foi ontem.


 E hoje acordei com os olhos inchados e o corpo metralhado pelas verdades disparadas em ilusão. Apaguei seu número da minha agenda, fui viajar, tentei morar em outro lugar, mudei meus planos, virei a página e troquei o disco. Não me arrependo e ainda não compreendo o ontem que me fez sofrer e o hoje que me faz viver.

Joyce Xavier, A tal da Joyce Xavier










Por um mundo, Joyce Xavier

Por um mundo onde os malucos sejam mais beleza, onde não falte comida na nossa mesa e que nunca tenha a dose de saideira.
Por um mundo onde o amor seja mais, que as pessoas não sejam tão irracionais e que a maldade não seja mais a capa dos jornais.
Por um mundo onde a política seja honesta, onde as pessoas possam dormir com a porta aberta e que a felicidade nunca deixe de entrar pela nossa janela.


Por um mundo onde a fofoca seja crime, que as pessoas sejam mais humildes e que a compaixão ainda nos instigue.
Por um mundo onde o cigarro não mata, que as boas energias sejam sentidas e que as minhas loucuras continuem embrigadas.
Por um mundo onde o ladrão diga perdão, que o nosso pão de cada dia seja agradecido em oração e que o abraço nunca diga não.
Por um mundo onde os olhos não fiquem tão vermelhos, que as pessoas sintam outros cheiros e que a carteira tenha mais dinheiro.
Por um mundo onde o amor seja mais amigo e que não exista inimigos.
Por um mundo melhor, por um mundo para sonhar e ser vivido.
Joyce Xavier






A outra voz, por Joyce Xavier

Tem horas que devemos abrir mão dos nossos conceitos, mesmo com as nossas opiniões. Com isto não vamos nos desrespeitar, mas sim respeitar outro alguém que não merece ser magoado por picuinhas.

Não tenho o direito de impedir o outro de sorrir, não posso ser desobediente com o mesmo sangue que corre nas minhas veias. Não posso ser egoísta e injusta por causa dos meus caprichos e muito menos posso mudar o caminho de alguém.



Não evito encontros que podem ser desagradáveis, não deixo de viver por ninguém e por este motivo, não tenho a autonomia de tornar algum ambiente desagradável. Se eu procuro a minha paz, não posso transformar os meus laços em farpas, não posso criar a desunião da irmandade, não permito ser vista como a ovelha negra mesmo sendo a vítima e não posso ser um bloqueio nos dias de quem quer viver. Eu não posso. Eu não devo.
E mesmo assim, alguns encontros são insuportáveis e não devo absorver os pensamentos negativos que existem sobre mim. Eu não sou uma infeliz como dizem, eu sou mais feliz do que a outra voz diz. Não preciso provar, a própria vida irá mostrar.


Joyce Xavier





Coração, Gente como a gente, por Joyce Xavier


Aprendemos com os nossos erros e nos tornamos melhor com os nossos acertos. Não quero retornar para o mesmo endereço, não tenho mais disposição para subir as mesmas escadas. Os degraus foram manchados com o sangue do meu ódio. A porta está destruída e o verde da sala é a cor que mais me irrita.
As fotos não estão mais na estante, durante anos eu pedi para reviver os tais momentos que foram fotografados.

Durante meses eu chorei de amor e durante dias o ódio me dominou.
Não quero mais ver as etiquetas velhas que deixei de lado. Não quero mais saber da pressão que eu sofria ao seu lado. Não quero chorar até dormir, não quero ouvir seus gritos me pedindo para subir até o quarto. Não quero mais nada. Eu sumi da sua vida, eu me dei paz. Eu só preciso apagar as poucas lembranças que ainda me restam. Eu vivo com o erro de um dia ter te amado e sou melhor pela fé que deixou o meu coração recuperado.


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Joyce Xavier e seu novo lançamento O Diario dos trinta anos

Que Joyce Xavier é nossa colunista do De tudo um pouco  todo mundo sabe né?
Ela escreve aqueles textos maravilhosos na coluna Gente como a gente, por Joyce Xavier, mas para quem não sabe, ela também é escritora, ótima escritora diga-se de passagem ( em breve tem resenha do livro Encantos dela) mas não é pra falar do Encantos que viemos aqui, apesar de que o novo lançamento desta autora talentosa também é um encanto de livro.
O Diário dos trinta anos, é um livro fantástico, que chega trazendo a polêmica Malu, distraída, debochada e sem papas na língua, Malu promete conquistar o coração e a estante de leitores Brasil afora.

Vamos conhecer mais da Joyce e da Malu?



A ESCRITORA

Joyce Xavier, nascida no Rio de Janeiro, apaixonada por música e composições, começou a escrever aos 16 anos. Já escreveu em alguns blogs pela internet, porém, foi somente em Março de 2013 que se entregou aos encantos das redes sociais para publicar suas crônicas e pensamentos após uma depressão.
A tal da Joyce Xavier  adquiriu dezenas de milhares de seguidores de todas as idades. Um de seus sonhos era atender inúmeros pedidos: a publicação do seu primeiro livro, que se chama “Brilho da Minh’ alma”, um livro de crônicas, contos e frases, publicado em Julho de 2014, pela Editora Deuses. Com o sucesso do livro, Joyce publicou em Dezembro do mesmo ano o seu segundo livro – primeiro de bolso – Encantos, e em co autoria Colorindo as Palavras - nossas dores, nossas cores (somente crônicas com mais cinco escritores).Atualmente, Joyce aguarda o lançamento do seu primeiro livro de comédia, “o Diário dos trintas anos” e no ano de 2017, estará em co autoria com a autora Juliana Daglio, um livro de suspense que se chama “Tereza” e na publicação do seu livro "A menina da saia vermelha. 





Maria Luisa Fernandes, Malu, Maluí ou Maluca, formada em Ciências Contábeis e Psicologia, trabalha com a sua amiga de faculdade, Diana em seu próprio escritório contábil. Com a vida economicamente bem, porém depressivamente louca, Malu ganha de presente no dia seu aniversário de trinta anos, um diário – que o nomeia de Ginger - da debochada Carol Portinari, atual do seu ex, Marcelo.
Protagonista de inúmeros relacionamentos fracassados pela traição, ela sofreu uma depressão quando terminou com Rafael, um relacionamento intenso e forte e preferiu jogar fora todos os seus remédios e não ir mais para a terapia. Rendeu-se a embriaguez.
Com as suas noites de bebedeiras ao lado de seu amigo Brit, ela sempre é salva por Dona Dalva em seu escritório. Os dias de ressaca são normais nos dias de solidão ela ouve Spice Girls. Sempre com um jeito de menina e apaixonada por sexo, Malu não quer crescer – “É um paraíso ser criança. É um inferno ser adulto. – A mesma diz em um de seus dias melancólicos. Procura homens em redes sociais e aventura-se com Fernando, o motoboy da sua empresa e PH, o pipoqueiro do bairro, ambos relacionamentos de carência e tesão.
Nos dias de TPM, ela sempre se desgasta com a sua amiga Antunieta e no seu pior dia de porre reencontra seus amigos de longa data: Amanda, Rodrigo, Thiago e Arthur. Além de ir para uma rave e descrever todas as páginas deste diário com inúmeros palavrões. Sua essência é desbocada.
Neste diário, você encontrará uma mulher que faz piada da sua própria desgraçada. Você soltará gargalhadas com o jeito espontâneo e libertador de Malu, você perceberá o quanto pode perder tempo sofrendo por alguém, se ao seu redor pode ter alguém que realmente te ame.

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O homem de promessas, por Joyce Xavier



Sabe aquele homem que merece uma cadeira no plenário, por fazer tantas promessas e não conseguir cumprir uma? 
Eu conheço um monte deles. Nós mulheres, parecemos frágeis, mas se você analisar melhor, somos mais fortes do que eles. 
Em praticamente quase tudo.
Cansei de ouvir, que o meu batom vermelho o seduz e que ele fará um estrago. Eu quero que ele apareça sem avisar, que saiba me dominar e que borre todo o meu corpo, com o fogo que sinto toda vez que ele diz. 
Ele diz, mas não cumpre. Só promete. 
Certa vez ouvi de um cara, que os nossos bairros eram distantes e isto atrapalhava o nosso encontro e relacionamento. Mas que ele pensava em mim e com essas declarações, fazia-me pensar nele também. 
Enquanto ele dominava a minha alma de desejos, estava dominando outras almas também. Encontros nunca foram concretizados, haviam sempre desculpas e lamentações só me traziam decepções. 
A arrogância na forma em que foi dita e o desdém com a minha vontade de tê-lo por perto, só fez com que eu me afastasse. E com toda essa distância que também havia em nossos pensamentos, encontrou uma que se encantou. 
E ainda foi capaz de dizer "espero que encontre um, que more mais perto". Na verdade, só houveram promessas e abastecimento de um ego, que por puro prazer, queria apenas uma companhia para as suas noites solitárias. Hoje, ele tem esta companhia, em outros braços. E por fim, só fez promessas.
Existe aquele cara, que se separa da ex e diz que não gosta mais dela, que não vai voltar pra ela, e quer reconstruir uma vida ao seu lado. Em poucas semanas, te deixa para escanteio em uma festa, para voltar para os braços dela. Foram promessas não cumpridas.
Ah, quase me esqueci do ex, que já tem uma atual e que diz a ela o quanto você não presta, mas na verdade ele não te esquece, te procura e você até cede uma noite com ele, só para ter certeza que ele vive de promessas, além de ser uma enganação para si próprio. Uma mentira ambulante.
E com todas essas histórias e inúmeras situações, que nós mulheres já vivemos, aprendemos a não criar expectativas com nada. Isso não quer dizer, que sejamos a personagem de um "Frozen" ou sejamos insensíveis, mas na realidade, não nos encantamos por nenhuma mensagem de flores, se as atitudes são de pedras. 
Toda mulher já se frustou demais, para esperar por mais frustrações e por momentos que já cansamos de idealizar em nossas mentes. Não estamos livres de nos decepcionar novamente, mas fazemos de tudo para que isto não aconteça. 
Gostamos da verdade, do "ao vivo" e às vezes, o bom tapa na cara da vida, é excelente para cairmos na realidade e percebemos, que promessas só não são cumpridas por homens que querem nos sugar para o seu próprio prazer, ou até mesmo pela falta do que fazer, pela ausência de ter uma mulher de verdade com ele.
Então, você que acredita em promessa, lembre-se que ninguém aqui na Terra é Santo e que a realidade é bem mais prazerosa do que palavras soltas ao vento. Quer quer não promete, faz! E faz bem feito. Realizando-se e deixando realizada a mulher que quer pra sempre consigo.

Joyce Xavier 


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Não posso me entregar assim, não mais! Joyce Xavier

Quem me conhece, acha que eu tenho um coração partido e isso não é uma mentira. Mas eu consegui remendar, costurei as partes que foram rasgadas, cresci e aprendi a ser mulher. Eu dei a volta por cima. Eu investi em mim mesma, nos meus sonhos e no meu potencial. Eu acredito em mim.
E quando me olhei no espelho e percebi a mulher que eu sou, vejo que perdi muito tempo com dizeres nada sinceros no pé do ouvido. Claro, que eu ainda quero receber um amor bonito, com flores e poesia. Mas nada é tão fácil para me conquistar. Pelo menos não nos dias de hoje.




Um dia fui até a padaria comprar um cigarro, eu estava descabelada, com a minha havaiana velha e com uma cara de sono. Não tinha cigarro para acompanhar o meu café, então, tive que mostrar o meu lado acordar para o mundo. Talvez, não tenha sido muito agradável para muitos, mas para um sim. Ele estava sentando na mesma padaria, comendo o seu pão feito na chapa e bebendo café-com-leite. Reparei, que mesmo toda desajustada, eu consegui chamar a atenção daquele cara. Conforme eu andava e conversava com a balconista, os olhos dele se voltaram para mim, mesmo com a minha lentidão matinal, eu conseguia perceber. Era notável.
Comprei o meu cigarro e novamente passei por ele, sem dar muita atenção e sem reparar a existência dele, por mais que a curiosidade em conhece-lo estivesse em mim. Não, mas não fui tão fácil assim. Enquanto ele me observava, o meu celular não parava de receber mensagens, mensagens que eu sempre gostei de receber, mas no fundo não me desperta curiosidade alguma. Muitos homens ao meu redor e eu sempre só, pois aprendi a ser seletiva para não me foder mais uma vez na vida. Meu coração foi remendado e às vezes penso que ele não está curado. A minha carência não é mais forte do que a minha vontade de ser feliz.
E por diversas vezes, por alguns dias, eu encontrava com o mesmo cara. E ele me olhava do mesmo jeito e as mensagens nunca paravam no meu celular, os homens me queriam tanto e eu não queria ninguém. Nada havia mudado, só o meu pensamento que levemente iria de encontro ao dele, mas nada demais. Não posso me entregar assim, não mais.




Depois de tanta porrada, aprendi a ser egoísta e pensar no meu melhor. Encontros casuais talvez, mas até neles eu tenho que saber escolher. Não é qualquer um que tem a honra de me ter por perto, nem que seja por algumas horas. Não sou uma mulher qualquer, sou intensa demais para viver comigo.
O tal cara, teve a coragem de se aproximar. E eu fui receptiva, eu queria muito saber sobre ele. Saber mais e soube. Bebemos um café no final da tarde de um domingo. O dia pedia cerveja, mas eu queria observar o além daquele homem apenas com o meu café. Ele me acompanhou, preferiu não pedir o seu café com leite e inúmeras guimbas de cigarro ficaram pelo chão. A conversa fluiu e terminamos aonde eu já queria ter começado, no fundo, eu queria acordar abraçada com ele.
Depois desse dia, nada mais foi falado sobre o nosso encontro. Tornamo-nos amigos e muitos homens ainda me procuram. Ontem mesmo, eu respondi uma mensagem com um simples “nossa história já deu, já acabou”. Não quero mais escrever romances e ter que termina-los com o sangue no olhar, mas não posso me entregar tão facilmente. 
Às vezes quero que seja apenas uma troca de prazeres, outras quero idealizar um conto de fadas, mesmo sabendo que não existe. Mas na verdade, eu quero me dar prioridade e mesmo que esse cara seja aquele que carrego no pensamento, quero pensar mais em mim. Mesmo que meu andar pelo salto agulha possa magoá-lo, mesmo que talvez eu mesma seja um obstáculo.

Joyce Xavier



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O Perdão...Gente como a gente, por Joyce Xavier

 Depois de passar por tantas coisas e dizer tantas vezes estar em paz, hoje eu digo que estou em paz. Não é fácil perdoar, é um processo lento, é uma luta diária com a mágoa e com os fantasmas das dores que insistem em provocar o sentimento do ódio.  
Durante muito tempo, a tristeza foi a minha amiga. 
Hoje ela ainda me visita, mas não é algo insuportável, pois fico triste comigo mesma. Quando a tristeza me visita, isolo-me com o meu silêncio e aprendo com ele. Sim, o silêncio nos traz ensinamentos. 
Muitas pessoas conseguem nos ensinar algo, através do sofrimento, mas para mim o silêncio é a forma de me reencontrar e analisar os meus caminhos, os meus desejos e os meus sonhos. Não quero me sobrecarregar de sentimentos ruins, não consigo evoluir, por onde quer que eu ande, sempre haverá algo para me atrapalhar, sempre encontrarei obstáculos impossíveis de superar. 
É quando voltamos à estaca zero e pensamos a melhor forma de recomeçar. 




Durante tantos recomeços e alguns desesperos (que particularmente, não me levaram a nada), percebi que a minha paz era interligada ao perdão. Desculpei tantos da boca pra fora, mas morria por dentro a cada instante, vivia em pesadelos diários e expressava uma falsa alegria, enquanto tudo dentro de mim doía. Fiz bloqueios em redes sociais, evitava frequentar os mesmos lugares, afastei-me de pessoas e de sentimentos que me fizessem esquecer a dor que me incomodava.  
Parei para pensar e percebi que o erro não estava nos outros. Aqueles que me magoaram, pediram desculpas (talvez sinceras) e continuaram as suas vidas normalmente (com seus problemas ou não), enquanto eu estava congelada no passado, sangrando a cada lembrança e inquieta quando revia as fotos ou escutava alguma música que me levasse ao passado. 
Pronto, foi quando eu entendi o meu silêncio. Ele me pedia para eu me perdoar, para eu me entender e observar tudo por um outro ângulo. 
E foi o que eu fiz. 
Entrei na máquina do tempo, regressei em todos os momentos que me traziam dor. 
Vi que também havia errado e que eu não era a dona do mundo para ter razão, eu não sou dona nem de mim mesma. 
Perdoei-me e analisando cautelosamente tudo, consegui perdoar os demais. Não é do dia para noite, não demora algumas horas ou dias. É um processo de crescimento, um processo que pode demorar anos, se você não acordar para a realidade logo. 
Não seria bom pra mim, suportar dores até o dia da morte, isso se a causa da minha morte, for causada pela mágoa. 
Perdão, não significa ficar próximo novamente, não quer dizer que tudo será como antes ou que precisa ter alguma ligação com o outro ser. 
O perdão está bem longe disso, mas está perto daquilo que você quer pra você. 
Na realidade, todos queremos ser livres da maldade e presos a paz. 

Joyce Xavier!




A menina do Jardim, por Joyce Xavier

Ela sempre foi uma menina mimada. E ao olhar da janela do seu quarto, havia um jardim. 
Apenas um. Sem flores, sem cor e sombrio. Por mais que o amor banhasse ao seu redor, ela era triste. Uma menina jovem e amarga. Suas amigas eram felizes.


Cada uma cuidava de seu jardim e parecia mágico ao pisar em cada um deles. Além de manhosa, era ansiosa. Não queria esperar o tempo certo, não cuidava do seu coração e percebeu que era estranha. Foi então que resolveu cuidar de seu jardim, mas de uma forma que ficasse bonito e sim para mostrar que também cuidava do seu. Ela queria mostrar a felicidade que não tinha. Pediu a governanta de sua casa, aquela que por muitos anos tolerou suas crises, para comprar flores e não sementes. Quando chegou, a menina desceu as escadas e foi até o jardim. E plantou, plantou e plantou. Mas as flores eram de plásticos. Em um falso jardim ela se interpretou com a satisfação. Não houve plantio e sim acomodação. Não havia cuidado e carinho. Seus olhos não brilhavam e não se sentia confortável ao sentar no banco superficial. Entre seus dias tristes e praticamente obrigatórios em seu jardim, surge um homem. Um senhor de roupa simples e chapéu antigo senta ao seu lado. E sem dizer uma palavra, ele leu através dos olhos da menina toda mágoa. Foi então que o gentil senhor levantou-se do banco e tirou de seu bolso uma semente. Chamou a menina e a fez observar. Ele plantou. E sem dizer uma palavra, virou-se e partiu. A menina sem entender, continuou no seu jardim até assistir o crescimento da semente. Percebeu, que para sentir a emoção deveria plantar e construir com o coração. Rapidamente se desfez de todas as falsas flores que estavam em seu jardim. Providenciou sementes de todos os tipos de flores que poderia imaginar. E todos os dias sua missão era plantar e assistir o crescimento de cada cantinho. Ela aprendeu, que a felicidade não se compra, não se falsifica e não se inventa. Que fingir ser algo ou estar bem para impressionar é inútil. Ela aprendeu que plantando com amor a alma se acalma, a mágoa se vai e a paz sobressai.

Joyce Xavier - Trecho do Livro Brilho da Minh'alma


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Vivendo pra mim, Joyce Xavier

Depois que você sofre por um relacionamento, é difícil se entregar a outro. Você encontra homens para se divertir e corpos para apenas revirar os olhos. 
Afinal, o prazer nos faz bem, mas a maioria das mulheres se sentem sujas depois. No meu caso, sentia-me usada (por mais que eu tivesse usado alguém também), sentia-me desumana e com uma ressaca moral abalável. 
Para a solidão não ser inundada pelas as minhas próprias lágrimas, embriagava-me nas noites estreladas e disfarçava a carência procurando quem sempre me procurava por conveniência. Já nas noites chuvosas, enrolava-me no meu edredom e tentava assistir na TV algo para me distrair, alguma comédia que não me fizesse chorar.  
Quando eu me proporcionava a oportunidade de conhecer alguém, em pouco tempo percebia que tudo era apenas uma fantasia. Cegava-me com o medo de morrer sozinha e via-me no lugar que não era o meu. A necessidade de ter alguém ao meu lado, era mais importante que a minha própria felicidade. Não importava se eu estava em paz ou não, o que me satisfazia, era o fato de não ser mais uma encalhada. Tão idiota esse meu pensamento. 


A cada tentativa frustrada de um relacionamento, eu sempre me perguntava os motivos. Eu sempre culpava os homens pela falta de lealdade e por não ter a ciência de respeitar uma mulher. Depois de muito pensar, a culpa era realmente minha. Só minha. Eu só me sentia feliz, quando me sentia amada por alguém, mas não por mim mesma. 
Resolvi mudar a própria rotina, que havia criado para a minha vida.  
Mudei o meu astral, pintei o cabelo de outra cor, comecei a ir para lugares que eu realmente gostava e não para agradar alguém. Voltei a ser eu mesma e não uma funcionária de “caça-macho” ou uma panfletista de “procura-se um marido”. 
Parei de demonstrar a minha carência e comecei a cuidar de mim. Achei melhor, viver primeiramente para o meu bem estar. 
Hoje, declaro-me uma solteira feliz. Faço de tudo para não ter recaídas com o passado e não me deixo levar por desejos que futuramente serão difamatórios. 
O dia dos namorados, é um dia só meu. Eu me amo, eu me cuido e eu me protejo. Isso não quer dizer, que eu não queira um novo amor, isso quer dizer que hoje eu estou pronta para um novo amor, pois já aprendi a me amar em primeiro lugar. 


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Conheça Joyce Xavier, nossa nova colunista.

Hoje eu vim trazer uma mega novidade! A partir de hoje, teremos todas as quintas-feiras uma nova coluna aqui no blog, que se chamará Gente como a gente, por Joyce Xavier.
Quem é ligada nas redes sociais já deve ter visto uma frase, um textinho, ou até conhece a escritora.
Joyce, é autora dos livros, Brilho d'aminha alma e Encantos, além de vários outros projetos em que participou.
Também é dona da página A tal da Joyce Xavier, que já tem mais de 33 mil curtidas no facebook.

Mas vamos deixar de lero-lero e conhecer mais da nossa nova colunista?


Joyce Xavier, nascida no Rio de Janeiro, apaixonada por música e composições, começou a escrever aos 16 anos. Já escreveu em alguns blogs pela internet, porém, foi somente em Março de 2013 que se entregou aos encantos das redes sociais para publicar suas crônicas e pensamentos após uma depressão.A tal da Joyce Xavier adquiriu dezenas de milhares de seguidores de todas as idades. Um de seus sonhos era atender inúmeros pedidos: a publicação do seu primeiro livro, que se chama “Brilho da Minh’ alma”, um livro de crônicas, contos e frases, publicado em Julho de 2014, pela Editora Deuses. Com o sucesso do livro, Joyce publicou em Dezembro do mesmo ano o seu segundo livro – primeiro de bolso – Encantos, e em co autoria Colorindo as Palavras - nossas dores, nossas cores (somente crônicas com mais cinco escritores).Atualmente, Joyce aguarda o lançamento do seu primeiro livro de comédia, “o Diário dos trintas anos” e no ano de 2017, estará em co autoria com a autora Juliana Daglio, um livro de suspense que se chama “Tereza” e na publicação do seu livro "A menina da saia vermelha.
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Vamos conferir o primeiro texto? Com vocês...Gente como a gente, por Joyce Xavier!
Se você me conhecer, pode me amar ou me odiar. Pra mim, isso não é nenhuma surpresa e por mais que eu seja criticada, tento a cada segundo ser eu mesma. Sou aquela mulher que pode não atender o seu telefonema e no dia seguinte dar risadas ao seu lado na mesa de um bar. Não, não pense que eu sou uma amiga de copo, eu sou uma amiga para toda vida, mas sou esquisita.
Durante toda a minha vida, ouvi dos meus pais que eu era uma pessoa egoísta. Depois, comecei a ouvir de outras pessoas também. Eu enlouquecia só de ler a palavra “egoísmo”. Depois de ter me relacionado com um homem extremamente egoísta, percebi o lado bom disso, ele pensava em si e fazia o que era melhor pra ele. E mesmo não fazendo e muito menos desejando o mal de alguém, eu me assumo egoísta. Quero somente o que é positivo, o que é construtivo e verdadeiro na minha vida. O que não é, eu descarto.
Tenho algumas recaídas em sentimentos que não me fazem bem. Um por exemplo, é a mágoa. Pego-me às vezes com o coração dolorido pelo sofrimento do passado. Oh my God, é passado! Passou, acabou, The End! E essa mágoa, ressurge quando posso encontrar um novo amor. Estudo cada movimento do pretendente e penso que Fulano não era assim. Isso acontece com outro alguém? Sinto-me louca quando penso isso, pois acabo não me encantando pelo homem que pode ser o perfeito em minha vida e o deixo ir. Quando me envolvo, o boymagia não me quer. Posso dizer que ando pela contra-mão.
Sobrevivo nos meus dias sorridentes e às vezes inconsequentes, sem ódio de alguém. Eu não tenho inimigos e não canso de dizer, que quem me vê como uma, perde o seu tempo. Não é fácil controlar a raiva, é uma luta interna contra aqueles sentimentos que você tem ciência que não são bons. Cansei de errar com a desculpa que “errar é humano”. Eu me cobro muito, cobro-me loucamente e quase sempre sofro com isso. Quero tudo perfeito, nota dez e top de linha.
Não tenho a fórmula para ser feliz, mas procuro não enxergar a maldade e muito menos saber sobre ela, por mais que às vezes eu precise saber para aprender a viver. Penso que você nunca caminhará em paz, com a sua mente atordoada pela maldade que o cerca. Você nunca conseguirá realizar os seus sonhos, se os seus pensamentos estiverem presos naqueles que não acreditam em você. Você nunca será alguém, se der ouvidos para aqueles que não cansam de dizer, que você não é ninguém.
Então, idealizo-me todos os dias em um corredor da vida. Um corredor com muitas portas abertas e algumas fechadas. Para abrir as fechadas, eu preciso ser merecedora e algumas que estão abertas, são pequenas armadilhas contidas de negatividade. Suponha, que eu caia em alguma armadilha – ou articule - e queira encontrar a chave para abrir a porta que me faça suspirar de felicidade. Eu tenho uma chave em mãos, mas quando eu tento abrir a porta, a chave não funciona. Não há batidas e empurrões que a façam abrir. Ou seja, eu errei ou estou alimentada pelo ódio. Volto para o mesmo lugar, como no jogo de tabuleiro e recomeço de um jeito diferente e consigo a chave certa. Abro a porta e continuo no corredor enxergando o final dele. Claro que irei cometer outros erros, voltarei para o mesmo lugar e recomeçarei. Isso é a vida, é a bagagem de experiência. Posso escolher entre recomeçar ou congelar-me naquele lugar, com sentimentos medíocres e lágrimas que não me preenchem. Eu prefiro, dar uma chance para mim mesma.
Por mais que eu tenha momentos difíceis, momentos de dores e de desamores, tenho momentos de glória, de tranquilidade e me esforço para preservar os meus sonhos. Eu sou egoísta com a minha paz, tenho uma guerra com os meus defeitos e tento não cair em tentação da maldição.Podem me achar esquisita, sem noção e até uma parasita. Podem dizer o que quiser, da minha história poucos sabem, quero seguir em frente e viver a minha vida com aqueles que desejam a minha companhia.


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